O segredo de um casamento de sucesso
2009-11-23 6:26 PM by Andarilho
Mas sim, a falecida escritora Mignon McLaughlin é quem nos brinda com uma citação que eu achei totalmente verdadeira, apesar de achar quase impraticável (é, eu sou cético):
"A successful marriage requires falling in love many times, always with the same person."
Ou numa tradução livre:
"Um casamento bem sucedido requer apaixonar-se muitas vezes, sempre pela mesma pessoa."

Só postei essa citação porque:
1. Estava aqui no lado no blog, na parte de citações diárias;
2. E neste fim de semana revi o filme Como se Fosse a Primeira Vez na TV.

E pra terminar, outra citação da mesma autora (que pode se aplicar, caso você não consiga executar direito a primeira =P ).
"Anything you lose automatically doubles in value."
Ou
"Qualquer coisa que você perca, automaticamente dobra de valor."
Cachorro safado chupando e lambendo
6:11 PM by Andarilho

E nessas horas, eu acho que a expressão "vida de cachorro" nem é tão ruim assim.
Amigo secreto pode piorar o ambiente em empresas onde o clima é bélico - by Max Gehringer
6:03 PM by Andarilho
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Amigo secreto pode piorar o ambiente em empresas onde o clima é bélico

Faz alguns dias, respondi uma consulta sobre as festas de fim de ano. Hoje a consulta é sobre a irmã siamesa dessas festas, a cerimônia do amigo secreto.
Um ouvinte, proprietário de uma empresa, está pensando em promover essa troca festiva de presentes. Ele acredita que o evento irá gerar um clima de confraternização, que será muito positivo para os negócios. Mas os sócios de nosso ouvinte têm outra opinião. Eles acham que nem todos os funcionários irão gostar da ideia. E alguns serão definitivamente contra.
Não há como não concordar com os sócios, porque estamos falando de gente. E em qualquer grupo de 10 pessoas, sempre haverá 2 ou 3 que são contra qualquer coisa. Mas há um outro aspecto a considerar. A origem da cerimônia do amigo secreto em empresas, lá na década de 70, não foi bem a confraternização. Foi a economia.
Muitos funcionários ficavam em dúvida se deveriam ou não comprar presentes para os colegas de trabalho. Alguns colegas acabavam ganhando dois ou três presentes, enquanto outros ficavam chupando o dedo. E quando um subordinado presenteava o chefe, o resto se sentia instado a fazer a mesma coisa. Se não por simpatia, pelo menos por garantia.
A ideia do amigo secreto era sem dúvida, muito original. O valor arbitrado era pequeno e todos os funcionários recebiam o seu presente. Fazia parte da cerimônia o discurso, dando dicas para que os colegas tentassem adivinhar quem seria o presenteado.
Mas como ocorre com muitas coisas nesta vida, a repetição através dos anos tirou muito da originalidade e da criatividade da ideia. E quando algo vira rotina, o entusiasmo diminui.
O segundo aspecto, e isso só o nosso ouvinte e os sócios poderão avaliar, é que o amigo secreto não cria um clima de amizade onde não existe amizade. Pelo contrário. Se um funcionário sorteia alguém com quem nunca se deu bem no trabalho, o resultado será constrangedor. Um abraço de cinco segundos não irá apagar um ano inteiro de indiferença ou desentendimentos.
Em resumo, nas empresas em que o clima interno é muito bom, o amigo secreto funciona e a festa de fim de ano também. Mas quando o ambiente é mais bélico do que pacífico, as duas cerimônias podem até piorar as coisas.
A minha sugestão: uma votação secreta para saber se os funcionários querem participar do amigo secreto. O resultado mostrará não apenas a opinião da maioria, mas também revelará qual é a verdadeira cara do ambiente interno de trabalho.
Max Gehringer, para CBN.
'Trabalho em uma empresa que é uma anarquia total' - by Max Gehringer
2009-11-19 5:23 PM by Andarilho
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'Trabalho em uma empresa que é uma anarquia total'

"Trabalho em uma empresa que é uma anarquia total", escreve um ouvinte. "Ninguém obedece ninguém, o clima é de intriga e cada um parece mais interessado em defender a sua posição, do que em tentar resolver o problema. Tenho um bom salário e um bom cargo, mas estou muito preocupado."
Vamos então começar pelo princípio. A palavra arquia, que aparece em muitos compostos, veio do grego e significa poder. Por exemplo, hierarquia, cuja tradução é poder sagrado. A palavra nasceu na igreja católica e foi adotada pelas empresas.
Monarquia é o poder de um só: o rei. Oligarquia é o poder dividido entre alguns poderosos. Já anarquia é a negação de tudo isso. O a no começo da palavra quer dizer não. Anarquia é a inexistência de um comando. É uma situação em que cada um faz o que quer, e as ordens são ignoradas, quando não, abertamente desobedecidas.
A empresa de nosso ouvinte tem poderes estabelecidos. Certamente, nela existem profissionais com títulos de presidente, diretor e gerente. Portanto, o que está faltando não é a formalização do poder, é a transformação desse poder em ações e punições.
Por que algumas empresas chegam a esse estado de anarquia? Na grande maioria dos casos, o motivo é a guerra interna pelo poder. Um fica esperando o outro errar, para poder criticar. E aí, ninguém mais decide nada por receio das conseqüências.
A falta adequada do uso do poder faz com que novas forças apareçam. E a principal delas vem de baixo. Daquela rebeldia que é própria da natureza humana. Se acatar ou deixar de acatar uma determinação superior vai ter o mesmo efeito, então vamos desobedecer.
O passo seguinte, como mostra a história, é a tomada do poder. Porém, ao contrário dos impérios em que a plebe podia se unir para derrubar o rei e assumir o poder, em empresas, a anarquia só leva à desintegração. Em algum momento, simplesmente, a empresa deixará de existir.
Só há uma maneira de evitar esta tragédia: a contratação de um presidente com plenos poderes para mudar tudo. A história também mostra que salvo raríssimas exceções, depois da anarquia vem a ditadura.
E aí, pode sobrar até para quem é bem intencionado, como é o caso do nosso ouvinte. Se ele não aprecia nem a anarquia, nem a ditadura, nosso ouvinte pode usar a melhor arma que tem: o currículo. Que lhe permite negociar uma mudança antes que a situação da empresa se torne pública, e possa manchar o seu histórico profissional.
Max Gehringer, para CBN.
Apelidos no ambiente de trabalho - by Max Gehringer
2009-11-17 7:59 AM by Andarilho
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Apelidos no ambiente de trabalho

Uma consulta sobre apelidos no ambiente de trabalho. Um ouvinte escreve reclamando que os colegas colocaram nele um apelido que faz referência a uma parte da anatomia dele, a dita região glútea, que no caso dele é ligeiramente avantajada em relação à média da população masculina brasileira.
Todos os colegas morrem de rir, mas o nosso ouvinte está indignado. E faz duas perguntas. A primeira: ”Empresas não deveriam proibir apelidos, como demonstração do respeito que deve imperar entre os seus empregados?” E a segunda: ”É possível processar os colegas por danos morais?”
Quanto à segunda pergunta, eu fiz uma pesquisa na Internet e encontrei casos que chegaram aos tribunais. Em todos eles, o reclamante ganhou a causa, pelo menos em primeira instância. Em suas sentenças, os juízes estabeleceram que os apelidos são mesmo uma forma de discriminação, e que a responsabilidade por impedir que isso aconteça, é da empresa.
Portanto, se o nosso ouvinte quiser arriscar um processo, há antecedentes. Quanto à primeira pergunta, eu não conheço empresas que formalmente proíbem apelidos. E elas não proíbem porque muita gente gosta do apelido que tem. Existem até casos de profissionais que são mais conhecidos pelo apelido do que pelo nome. Começando pelo nosso presidente.
Mas eu sei de algumas empresas que levam muito a sério as reclamações de funcionários que se sentem discriminados por apelidos. Nesses casos, a reclamação chega ao setor de recursos humanos e é repassado ao chefe direto, que chama os subordinados e ordena o fim da brincadeira. Que de fato termina, pelo menos em público.
Mas a regra geral do apelido é a mesma que sempre foi: reclamou, o apelido pega; incorporou, o apelido desaparece. Mas como cada um é cada um, não há uma resposta definitiva para o nosso ouvinte. Existem pessoas com jogo de cintura para levar na esportiva, existem pessoas que saem no braço, existem outras que retribuem colocando apelidos ainda mais maldosos em quem colocou apelido nelas, existem empregados que preferem pedir a conta, e existem profissionais que recorrem aos tribunais.
Como o nosso ouvinte solicitou que o apelido dele não fosse falado no ar, eu não vou falar. E confesso, constrangido, que cheguei a rir ao ler a mensagem dele. Mas logo recuperei a seriedade. E aí, eu pensei: é muita maldade. Se eu fosse o ouvinte, eu nem iria à Justiça do Trabalho. Iria reclamar direto com a comissão de direitos humanos da ONU.
Max Gehringer, para CBN.
Uma ajudinha para o cérebro - by Max Gehringer
2009-11-16 5:20 AM by Andarilho
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Uma ajudinha para o cérebro

"Não sei se muitas pessoas têm um problema igual ao meu", escreve uma ouvinte. "Mas eu sou um pouco lenta para captar as coisas. Isso faz com que eu seja motivo de gozações e o que é pior, dois ou três colegas pensam que eu tenho algum tipo de disfunção mental. Já fiz exames e sou uma pessoa fisiologicamente normal, mas ser taxada de burrinha me joga pra baixo."
Certo. Vamos então falar do cérebro. Como você sabe, o cérebro do grande físico alemão Albert Einstein foi dividido em vários pedaços após a morte dele. Se tivesse sido dividido antes, Einstein não teria gostado. Haha.
Bom, dois cientistas, um dos Estados Unidos e outro na Escandinávia, fizeram um experimento de ondas cerebrais. O propósito deles era descobrir se os pedaços do cérebro de Einstein poderiam se comunicar, mesmo estando separados. Então, um aplicava um violento choque elétrico no seu pedaço de cérebro, e o outro verificava se o choque produzia algum efeito mensurável em seu pedaço. Aí, os dois invertiam os choques e as avaliações. Após 32 dias aplicando cerca de 240 choques diários nos pedaços do cérebro, os dois cientistas constataram que tinham estourado em 82% as suas contas de energia elétrica.
Ao ouvir esta história, 5% das pessoas diriam: não vi graça nenhuma. Esses são os mal humorados. No outro extremo da curva, 5% das pessoas diriam: Hã? Como assim? Possivelmente esse é o caso da nossa ouvinte. Ela teria que ouvir o relato novamente para entender que é uma brincadeira.
Se os exames que a nossa ouvinte fez revelaram que seu cérebro não tem qualquer circuito desativado, a sugestão seria exercício. Da mesma maneira que é possível exercitar o corpo para que ele não fique molenga, também é possível exercitar o cérebro.
Para ficarmos nas possibilidades de custo zero, eu sugiro aos ouvintes que desejem turbinar a massa cinzenta, que procurem na Internet exercícios práticos de treinamento cerebral. Em inglês, que tem mais material, brain training. São jogos, perguntas e textos que ajudarão a acelerar a capacidade de compreensão.
No caso da nossa ouvinte, e possivelmente de outros ouvintes, as brincadeiras alheias podem produzir o efeito de travar ainda mais o raciocínio. Os treinamentos ajudam a destravar.
Em pouco tempo, nossa ouvinte ouvirá novamente a história do cérebro de Einstein e aí talvez diga: Agora entendi, mas não vi graça nenhuma. Mas aí, já são outros 5%.
Max Gehringer, para CBN.
Mudanças com a chegada de um novo gerente - by Max Gehringer
2009-11-13 9:51 AM by Andarilho
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Mudanças com a chegada de um novo gerente

“Eu e mais 12 colegas temos um problema”, escreve um ouvinte. ”A nossa empresa contratou um gerente novo e ele já chegou dizendo que está tudo errado. Que somos lentos, acomodados e por aí vai. Esse gerente disse que pretende implantar uma nova filosofia de eficiência, mas para isso, ele precisa de subordinados que comunguem dessa filosofia.
Nós entendemos as palavras dele como uma ameaça de que haverá demissões. Por isso, tenho duas perguntas. A primeira é: por que os gerentes anteriores deixaram de notar que nós éramos lentos e acomodados? E a segunda é: estamos enxergando chifre em cabeça de cavalo ou corremos mesmo o risco de ir para a rua?”
Começando pela segunda pergunta, a resposta é sim! Gerentes com esse perfil de trator sem freio tendem a dispensar um par de subordinados para mostrar aos demais que ele está falando sério.
Quanto a primeira pergunta, a resposta mais simples é que a empresa não contrataria um gerente disposto a operar mudanças radicais de curto prazo, se tudo estivesse na santa paz. A decisão da diretoria pode eventualmente se mostrar equivocada. Mas admitir um gerente para implantar uma nova filosofia, já é uma clara confissão de que a filosofia anterior não estava funcionando como deveria.
A terceira pergunta, aquela que nosso ouvinte não fez, é esta: e agora? O que fazemos para suportar essa terrível provação? E a resposta é: partam do princípio de que a avaliação do novo gerente está correta. O gerente pode até estar enganado, mas enquanto ele tiver gás para impor a nova filosofia, não será muito salutar tentar provar que ele está errado.
Essa fase, de reconhecimento mútuo, vai durar uns 3 meses, no máximo. Durante esse período, é bom lembrar de duas lições que a história vem ensinando há milênios. A primeira é que nenhum soldado até hoje, conseguiu subir na carreira discordando abertamente dos métodos e das estratégias de seu general. E a segunda, é que nenhum general até hoje, conseguiu ganhar uma guerra ridicularizando a sua própria tropa.
Ao final destes três meses, é provável que vocês descubram que a verdade está onde ela sempre costuma estar: no meio do caminho. Nem vocês eram tão lentos e acomodados, e nem a avaliação impiedosa do gerente estava completamente errada.
Max Gehringer, para CBN.
A administração do tempo - by Max Gehringer
2009-11-12 10:32 AM by Andarilho
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A administração do tempo

"Estou no mercado de trabalho já faz 25 anos", escreve um ouvinte. "E tenho a percepção de que no começo da minha vida profissional, os funcionários dispunham de muito mais tempo livre. Hoje, mesmo podendo contar com notáveis avanços tecnológicos para reduzir o tempo dedicado a cada tarefa, eu tenho a impressão de que trabalhamos bem mais horas diárias do que trabalhávamos. Mas mesmo assim, nos sentimos como se estivéssemos sempre atrasados, em relação aos prazos de conclusão de cada tarefa executada. Será que isso é só impressão minha?"
Não, não é. É minha também. Eu acho que sua avaliação é correta. Para cada 60 minutos economizados com coisas que não fazemos mais, nós acrescentamos 90 minutos de coisas que antes não fazíamos.
O efeito da tecnologia é bem visível. Hoje, um funcionário administrativo gasta em média, 20% do seu tempo lendo e respondendo e-mails. Os que têm acesso a Internet, gastam uma hora diária navegando. Em qualquer escritório com mais de 10 funcionários, a cada momento, um deles no mínimo, estará falando ao celular.
A tecnologia também permitiu que muitas coisas que não podiam ser controladas há 25 anos, pudessem ser controladas hoje. Através de planilhas com milhares de dados, que se auto-atualizam quando novos dados são inseridos.
O resultado é que há 25 anos, praticamente não existiam livros sobre administração do tempo. Eu me lembro de só um, que chamava "O Gerente Minuto". Hoje, por baixo, existe uma centena de títulos disponíveis sobre o tema. E também existem cursos de gestão eficiente de tempo, algo que nem passava pela cabeça dos gestores há 25 anos.
Tudo isso é bom ou ruim? Depende da idade de quem pergunta. Quem, como nosso ouvinte, tem a referência do passado para comparar com o presente, sente que o tempo ficou mais escasso. Mas quem já nasceu na era da tecnologia, não tem essa percepção.
Ao nosso atarefado ouvinte, eu diria que a tecnologia, que era antevista como um milagre que faria com que as pessoas trabalhassem menos horas e com muito mais eficiência, só cumpriu 50% dessa profecia. A parte referente ao tempo não se materializou.
Quanto ao futuro, certamente a tecnologia continuará evoluindo em escala exponencial, mas a conclusão continuará sendo a mesma. Hoje, nós temos muito mais tempo sobrando, do que imaginamos. Mas só vamos perceber isso com clareza, daqui a 25 anos.
Max Gehringer, para CBN.
É preciso respeito com os mais antigos e compreensão com os mais jovens - by Max Gehringer
2009-11-11 8:23 AM by Andarilho
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É preciso respeito com os mais antigos e compreensão com os mais jovens

Algumas vezes eu guardo uma mensagem que recebo para usá-la num momento mais apropriado. Mas poucas vezes essa providência deu tão certo quanto hoje.
Há um mês guardei a mensagem de um ouvinte que tem 48 anos de idade e 24 anos na mesma empresa. A queixa dele é que jovens estão sendo admitidos com salários maiores que o dele. E isso, na opinião do ouvinte, é uma injustiça atroz para alguém como ele, que deu pela empresa o sangue, metade da vida e 70% dos cabelos. Pior ainda, diz o ouvinte, os jovens fazem piada sobre os mais antigos.
Ontem recebi uma mensagem de um ouvinte de 23 anos, que diz o seguinte: ”Fui admitido por uma empresa, mas meus colegas de trabalho são todos veteranos, tanto em idade quanto em tempo de casa. Eu não sabia disso quando entrei, mas ganho mais do que eles. E isso criou uma situação muito chata. Quase ninguém conversa comigo, e sei que pelas minhas costas, a maioria fica fazendo piadinhas.”
Bom, para começar, ganhar bem não é culpa, é mérito. A empresa reconheceu esse mérito ao propor ao jovem, o salário inicial mais alto. Até aí, tudo bem. Mas ninguém iria esperar que os mais antigos dissessem: “Que maravilha! A empresa admitiu um jovem prodígio ganhando 40% a mais que nós.” Eles vão dizer: “Que empresa ingrata é essa, que esquece quem fez dela, o que ela é hoje.”
Já ganhar mal tem um componente de culpa. Mas é aquele tipo de culpa que nunca ficou muito clara na cabeça dos mais antigos. Eles cumpriram fielmente e com eficiência, o que a empresa determinou. Só que lá fora dos muros, o mundo estava mudando. Alguns jovens estavam estudando mais, se aperfeiçoando mais, saltando de um emprego para outro mais rapidamente e com isso, conseguindo, ao mesmo tempo, mais experiência e melhores salários.
É a chegada de um desses jovens à empresa, que mostra a passagem do tempo. E deixa cristalino que os mais antigos deixaram de fazer algumas coisas que poderiam ter feito pela própria carreira. Por exemplo, ter prestado mais atenção às exigências do mercado de trabalho, que através dos anos só foram aumentando.
Ao jovem, eu recomendaria respeito aos mais antigos. E a estes, eu recomendaria compreensão com os mais jovens. Tirando isso, uma carreira é construída através da competição para ver quem faz melhor o que é pago para fazer. No fim, cada dia é um novo dia, e vence quem apresenta os melhores resultados. E não quem faz as melhores piadas.
Max Gehringer, para CBN.
Férias e Stress
2009-11-09 6:00 AM by Andarilho
E como "despedida", eu deixo esse gráfico, originalmente feito pelo Jorge Cham do PHD Comics, sobre férias e stress.

Se quiser ver em tamanho maior, clique aqui.
Até mais!
Medo do fracasso pode virar fobia - by Mauro Halfeld
5:52 AM by Andarilho
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Medo do fracasso pode virar fobia

Você tem medo de fracassar? Olha, isso pode virar uma fobia, um sentimento exagerado e irracional. É como ter horror a lugares altos ou escuros.
Agora, pessoas de sucesso são aquelas capazes de superar os seus medos: de fracasso, de rejeição, de críticas. Elas enxergam os erros como novas oportunidades ou simplesmente como um resultado possível.
Thomas Edison, o inventor da lâmpada, não acertou logo de cara. Ele precisou de várias tentativas. Quando ele foi questionado sobre esses "fracassos", ele respondeu: "Eu não falhei. Encontrei 10 mil soluções que não davam certo."
As pessoas fracassam não porque erram, mas porque enxergam seus erros como permanentes. Ou então, levam a questão para o lado pessoal.
O medo do fracasso é então o grande limitador das pessoas. Persistência e criatividade fazem parte do vocabulário das pessoas que conseguem realizar. Se não deu certo na primeira vez, tente então de novo. Tente de maneira diferente.
Não leve a falha para o lado pessoal, como se fosse uma incapacidade sua. Pense como Edison. As falhas são simplesmente tentativas que não deram certo e que acabaram mostrando qual caminho deveria ser seguido.
E o que é que tudo isso tem a ver com finanças pessoais? Olha, tem tudo a ver. Muitas pessoas não começam a planejar o futuro, a conhecer seus gastos, a economizar, simplesmente porque desistem antes de tentar. Elas já começam a corrida pensando como perdedores. Temem tanto fracassar na empreitada da administração do próprio dinheiro, que elas sequer tentam fazer um orçamento da casa ou um controle das despesas.
Não tenha medo de fracassar. Tenha medo sim, de não tentar. Aproveite bem essa semana.
Mauro Halfeld, para CBN.
Você está aqui
4:32 AM by Andarilho

Aqui. Na merda.
Festas de fim de ano na empresa: para o bem da carreira é melhor representar - by Max Gehringer
4:07 AM by Andarilho
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Festas de fim de ano na empresa: para o bem da carreira é melhor representar

Como acontece todos os anos, já comecei a receber mensagens de ouvintes que não querem participar da festa de fim de ano das empresas em que trabalham. A diferença para os anos anteriores é que este ano, os convites começaram a chegar mais cedo. Provavelmente, para que ninguém tenha tempo de inventar uma boa desculpa para não ir.
Prova disso é a primeira frase do convite que um ouvinte recebeu. "Não marque nada para o dia 18 de dezembro." Certamente a frase foi escrita para soar amigável, mas o nosso ouvinte a interpretou como uma ameaça.
Mas vamos ao ponto. Quem não quer participar, precisa participar? E o que acontece com quem resolver dar o cano?
Bom, existem pessoas que não gostam, não vão e não estão nem aí. Podem até perder o emprego, mas não perderão a autenticidade. Mas essas pessoas não me escreveriam perguntando se precisam temer alguma represália. Quem escreve, é porque teme.
A minha sugestão é simples: vá. Quem faltar terá que dar duas explicações. Primeiro, por que não vai. E segundo, por que não foi. Mesmo tendo explicado antes por que não iria.
A verdade é que não existem boas explicações para não ir. Mas eu diria mais: quem não gosta dessa festa, deve fazer um esforço para mostrar que gosta. Que faz parte do time. E isso começa uma semana antes da festa. A pessoa deve caprichar no sorriso e dizer coisas como "Oba, faltam só 3 dias!", em alto e bom som.
No grande dia, a pessoa não deve se esconder. Deve circular e cumprimentar aquelas três ou quatro entidades que realmente importam: o chefe, o chefe dele e o chefe do chefe dele.
Cumprida essa etapa, a pessoa pode colocar as costas contra a parede e ir se esgueirando na direção da porta de saída. Ao chegar nela, deve caminhar para trás e se mandar.
O tempo total da tortura não irá ultrapassar meia hora. E no dia útil seguinte, a pessoa deve comentar que a festa foi maravilhosa.
Tudo isso soa falso? Soa. Mas inventar uma desculpa seria tão falso quanto.
Qualquer pessoa que não gosta de festa, ou não gosta da festa da empresa, pode suportar essa pequena representação teatral. É uma por ano. E o resultado será uma repaginada positiva na imagem.
Então, como é para o bem da carreira e felicidade geral do ambiente de trabalho, paciência, coragem, cara de felicidade e boa festa.
Max Gehringer, para CBN.
Filme: S&M Judge (SM Rechter)
2009-11-08 5:37 PM by Andarilho

O filme conta a história do juiz Koen, casado com Magda. Magda passa por uma fase depressiva, já que por anos ela escondeu um segredo/fetiche: ela é masoquista, gosta de sentir dor. Para salvar o seu casamento, o juiz Koen tenta uma última cartada: entrar no mundo S&M (Sado-Masoquista) para oferecer à sua esposa não apenas a satisfação do seu fetiche, mas preenchê-la como mulher, mesmo não sendo de sua natureza o sadismo.

Depois um tempo vivendo no mundo S&M, a vida privada do casal acaba sendo exposta, levando Koen a julgamento por entre outras acusações, agressão à mulher. A partir daí acompanhamos a luta do casal contra o preconceito e a falta de informação que imperam até (e especialmente) nos mais altos círculos da sociedade, enquanto que tudo o que eles gostariam é de serem deixados em paz.

O filme é claramente dividido em dois arcos: na primeira parte, é apresentado o caminho do casal pelo universo Sado-Masoquista; no segundo trecho, é narrada a luta do casal pelos seus direitos. Enquanto a primeira parte é mais interessante (apesar de não ser excitante, pelo menos eu não a considerei assim), a segunda entra numa rotina mais burocrática, mais convencional de filme de advogado/tribunal.
De qualquer maneira é um filme interessante, e que vale a pena ser conferido, até por se tratar de um filme inspirado numa história real. Vale a pena ver que o tema é espinhoso, mesmo em países da avançada e "primeiro-mundista" Europa. Interessante.

Sendo um filme europeu (e portanto, por aqui, cult), acho difícil encontrá-lo por aqui por meios "oficiais". Por isso, deixo aqui o link pro Filmes com Legenda, onde você encontra a legenda e o arquivo torrent.
Trailer (legendado em inglês):
Para saber mais: site oficial em inglês.
Filme: Novidades no Amor
2009-11-07 5:26 PM by Andarilho

Ela é Sandy, uma quarentona (MILF, como citado no filme), que descobre que seu marido é infiel, e se muda para a cidade grande depois disso. Enrolada com a nova vida (e nova situação civil de divorciada), ela acaba contratando o jovem Aram (Justin Bartha, o noivo de Se Beber, Não Case), como babá de sua filha e filho. Aram, de apenas 25 anos, trabalha em uma cafeteria e está em crise existencial/amorosa, depois de ter sido largado pela esposa francesa que se casou com ele apenas para conseguir um visto de permanência nos EUA.
Dois corações machucados que se encontram e aí... você já sabe. Afinal, é uma comédia romântica de Hollywood. E como em toda comédia romântica tem que haver algum conflito (que claro, é solucionado no final), neste Novidades no Amor o conflito é o relacionamento entre um cara mais jovem e uma mulher mais madura (não, não vou dizer velha, porque a carinha da Zeta-Jones ainda não deixa).

As situações de comédia do filme são boas, dei boas risadas nele. Apesar dos personagens serem muito inverossímeis, isso não atrapalha o ritmo cômico. A parte "romance" é que fica um pouco prejudicada, se você espera algo mais realista. Os personagens simplesmente não existem no mundo real. As crianças nem parecem crianças de verdade, de tão cuidadosamente "construídas" para o papel (cômico e de suporte romântico), mas especialmente inverossímel é Aram.
Tudo bem que o público alvo deste filme são as mulheres, e portanto, espera-se que ofereçam a elas o que elas desejam. Mas o personagem Aram simplesmente não existe! Eterno romântico e ingênuo (Mike Chadway diria idiota), Aram literalmente arranca suspiros da ala feminina, fora os "óoun"s (aquele mesmo som de quando você vê um filhote de cachorrinho fofo), em cenas de maior romantismo. Sério, eu ouvi muitos no cinema. Muitos.

Um recado pra mulherada: filme é filme. E um cara como o personagem Aram não sobreviveria no mundo real. Depois de uns dois ou três corações quebrados, ninguém se mantém romântico/bonzinho/meigo/whatever. Então, se não existem caras assim, a culpa seria de quem, hein? ;) Por isso, não reclamem! XD
De modo geral, eu gostei bastante do filme, vale o ingresso! Da comédia romântica, a comédia é divertida e o romance, bonito e irreal. Mas afinal de contas, a gente vai no cinema (eu pelo menos, vou) pra sentar numa sala escura, comer pipoca e beber refrigerante, e viajar num mundo de sonhos por umas duas horas, não? E pra isso, Novidades no Amor cumpre com louvor o seu papel.

Ah, fora que tem a linda Catherine Zeta-Jones. Eu já disse isso? =P
Trailer:
Filme: Tá Chovendo Hambúrger
4:09 PM by Andarilho

Confesso que pelo trailer, achava que seria "apenas mais uma animação 3D", tanto que demorei pra ir assistir, e só fui ver numa sala com projeção normal (porque o 3D é mais caro!). Olha, o filme é muito bom, divertidíssimo e o melhor (na minha opinião): não insulta o meu cérebro de adulto (ou nem tanto). O fato é que crianças de 8 a 80 irão achar o filme delicioso.
A animação em si é bem simples. Os personagens são modelados bem simples, coisa que no começo do filme me incomodou um pouco (especialmente em relação aos olhos dos personagens, pareciam apenas círculos chapados numa tela). Mas tão logo os diálogos começaram a fluir, isso virou mero detalhe. E outro ponto positivo: apesar de eu preferir sempre a versão legendada, a dublagem deste filme ficou muito boa.

Tá Chovendo Hambúrger (nome que até que ficou bom em português), conta a história de Flint Lockwood, jovem nerd (um dos heróis do cara, num pôster em seu quarto é Nikola Tesla!), cujo maior sonho é ser um grande inventor. A sua última invenção é algo para ajudar a população de sua cidade, que fica numa pequena ilha no Atlântico, e que desde que a fábrica de sardinha em latas fechou, vive basicamente comendo as sardinhas que não exporta mais.
Flint constrói uma máquina que converte água em qualquer tipo de comida. Entretanto, ao tentar ativar a sua máquina, ela acaba indo parar no céu, no meio das nuvens. E aí começa a chover hambúrgers. Literalmente.

A partir daí, a história segue um rumo previsível, mas não por isso, menos divertido: a paixão de Flint pela estagiária/repórter do tempo/nerd reprimida/bela Sam Sparks, a ganância (e gula) levando a uma sobrecarga da máquina, a ameaça de destruição de tudo por comida gigante, e o final emocionante.
Apesar da estrutura da história ser bem tradicional (o filme foi baseado num livro infantil, e lembrem-se, crianças adoram coisas repetitivas, é assim que elas aprendem), os personagens são bem desenvolvidos e os diálogos, muito bacanas. Nem mesmo as "lições aprendidas" atrapalham, elas não passam de uns poucos momentos mais chatinhos.

Em suma, Tá Chovendo Hambúrger é uma animação divertida, bem alto astral, daquelas que a gente sai com um sorriso e um pouco mais feliz do cinema. Ah, e também com um pouco de fome. Eu, que vi o filme de tarde, ainda estou com vontade de comer um macarrão a bolonhesa... ;)
Trailer:
Para saber mais: crítica do Omelete.
E se você quiser (re)ver a animação 2D dos créditos (que não entregam nenhum spoiler), neste post do Smellycat tem um vídeo com os créditos finais do filme.
Filme: Código de Conduta
3:16 PM by Andarilho

O personagem principal é Clyde Shelton (Gerard Butler, o macho-alfa-ogro de A Verdade Nua e Crua, e se firmando como especialista em filmes de ação, como Gamer). Clyde tem sua família assassinada, e o promotor Nick Rice (Jamie Foxx), para garantir "alguma justiça", acaba fazendo um acordo com os assassinos, livrando um deles da pena de morte.

Dez anos depois, Clyde busca vingança contra os assassinos de sua família, e também vai atrás daqueles que ajudaram o falho sistema de justiça a deixar o assassino de sua família solto. Mas ele não age como um Charles Bronson em Desejo de Matar, de armas em punho. Seu estilo é mais elaborado, meticuloso, planejado. O que lhe permite continuar matando, mesmo depois de preso.
Apesar do final ser meio forçado, o filme tem uma ideia interessante, e é bem executado. Não vai entrar pra história do cinema, mas rende uns bons minutos de entretenimento. E ajuda a firmar ainda mais a fama de Gerard Butler como protagonista de ação (além de fornecer às mulheres fãs do galã, um momento peladão - gratuito, vale a pena dizer).

Trailer:
Para saber mais: crítica do Omelete.
